domingo, 9 de agosto de 2009

Confesso

Eu não queria falar de amor.
Não queria falar assim.
Mas de repente não tenho escolha
As palavras saltam de mim.
Eu tapo a boca, fecho os olhos, mais elas insistem em sair.
Eu então desisto.
Resolvi que era hora de fechar os nós. De seguir sozinha.
Havia coisas que eu precisava dizer, mais não disse.
Afinal de que iria importar. Eu estava desistindo, resistindo e sorrindo.
Tudo de uma vez.
Então corre atrás do seu sonho, da sua trilha, vira a tua sorte e a sua vida.Vira do avesso as ruas e avenidas. Grita. Que é no teu peito que explode a falsa segurança do amor. Não corra riscos. Eles não valem mais que as palavras vazias que você traz, nem o mistério que você transformou o simples ato de viver.
Vai,que a hora é essa e ela não espera ninguém.Eu te mandei embora,fui eu que resolvi não ver mais através dos sonhos.Os seus sonhos.
Eu já tenho encerrada a minha cota de egoísmo por você.Isso nunca foi justo.
Chegou ao final.
Pode ser vaidade,eu nunca te dei sossego,eu nunca tive paz.Não vou roubar teu tempo,eu já roubei demais.
Mas isso não foi motivo pra você se tornar covarde.Não vou pedir a porta aberta,é como olhar pra tras.A minha raiva é maior que isso.
Eu vou provar que sou capaz.

3 comentários:

  1. Ela escolhe bem as palavras até com raiva..

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  2. Raiva ou não, é o segundo texto que acho ser feito por encomenda a mim.
    Não queria isso é claro, apesar de ser um texto bem excrito, é triste e repleto de sentimento amargo.
    Mas é como Clarice Lispector disse em um de seus livros, que pra variar eu nunca sei qual é o titulo, mas o que importa é que eu lembro do que ela diz. E bom, em um dos livros ela dizia que a verdadeira obra de arte, é aquela capaz de passar o inexpressivo, o incoerente e o pouco aceito.
    Sua obra fala isso. Transmite de um modo único os sentimentos presos nas palavras.
    É bem escrita, com rimas aqui e ali. Jogos de palavras e pensamentos.
    OK, ja falei demais.
    Continue escrevendo e fazendo parte dos meus dias, Sazon <3

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  3. Parece texto do Marcelo Rubens Paiva... Muito Bom!


    Beijos,

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