sábado, 26 de maio de 2012

'-'


Turn it inside out so I can see
The part of you that's drifting over me
And when I wake you're, you're never there
But when I sleep you're, you're everywhere
You're everywhere

Just tell me how I got this far
Just tell me why you're here and who you are

And when I touch your hand
It's then I understand
The beauty that's within
It's now that we begin
You always light my way
I hope there never comes a day
No matter where I go
I always feel you so

You're in everyone I see
So tell me
Do you see me?

- Pode ficar aqui comigo?
- Posso.
- Tá sentindo frio?
- Não. Você está?
- Tô.
- Vem cá...

Quando fechou os olhos sentiu a textura das mãos, o cafuné, o modo como ele apoiava o queixo na sua testa. Pode ouvir as batidas do coração, e o cheiro...aquele perfume meio doce com um toque de menta.
Ela se perguntava quanto tempo isso tudo duraria. Esperava com medo a hora que ele fosse embora. Essa proximidade que machuca, mas te mantém viva.
Aquela coisa que explode os relógios, e que te explode por dentro. Que faz você ter uma vontade absurda de sentir aquela noite fria de abril de novo, mas não é capaz de ultrapassar essa barreira invisível e deixar a chuva entrar.
Ela não fez isso...
Ela esperou, e aproveitou o máximo que pode. Memorizou tudo o que podia, guardou o que era bonito na memória, e engoliu o choro quando ele foi embora.

E então ela olhou pra cima, viu o céu e fez um pedido. Que ele se sentisse tão feliz quanto ela se sentia e que se assim não fosse, que deixasse ele ir. 
E finalmente entendeu a diferença, a sutil diferença entre o egoísmo e o amor.



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